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sábado, 7 de janeiro de 2012
Momento de Reflexão.
A Felicidade Realista.
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz.
Não é tarefa das mais fáceis.
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor,
o que já é um pacote louvável,
mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre:
queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel,
a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton
e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor ... não basta termos alguém
com quem podemos conversar, dividir uma pizza
e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: Queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados,
queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo,
queremos sexo selvagem e diário,
queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes
de uma forma mais realista.
Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares?
Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade,
a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo
a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto.
Você pode ser feliz solteiro,
feliz com uns romances ocasionais,
feliz com parceiros,
feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo,
principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção.
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando,juntando.
Apenas o suficiente para se sentir seguro,
mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco,
é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça,
como um pouco de humor, um pouco de fé
e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista
é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo,
buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um game onde só quem testa seus limites
é que leva o prêmio.
Não sejamos vitimas ingênuas
desta tal competitividade.
Se você não esta de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
( M.M. )
Beijuusss,
Nallu Ferreira.
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