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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
A Paz Perfeita.
Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita.
Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontravam-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha . Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita. Qual você pensa que foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda, sabe por quê?
Porque , explicou o rei, paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado da paz.
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PS.: " O primeiro dos bens depois da saúde, é a paz interior.Quando você permite que lhe tirem a segunda , consequentemente, perde a primeira.Então se mantenha firme , não dando atenção ao que não merece".
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
O Céu e o Inferno.
Conta-se que certo dia, um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para a suas dúvidas.
- Monge, disse o samurai, com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.
O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.
- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era a sua raiva.
Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente.
O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.
O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agardeceu ao monge pelo valioso ensinamento.
O velho sábio continuou em silêncio.
Passado algum tempo, o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.
Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
- "Aí começa o céu".
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PS.: O céu e o inferno nós já os conhecemos, pois, cada um de nós em segredo quase de sonho, já viveu um pouco do próprio apocalipse e a própria morte.
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
domingo, 15 de novembro de 2015
O Exemplo do Elefante.
Quando eu era criança me encantavam os circos e do que eu mais gostava eram os animais.
Tanto a mim, como as outras pessoas - como fiquei sabendo mais tarde - chamava atenção o elefante. Durante o espetáculo, o enorme animal fazia demostrações de peso , tamanho e força descomunais.
Mas depois de sua atuação, e até um segundo antes de entrar em cena, o elefante permanecia preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.
Sem duvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira, apenas enterrado alguns centímetros na terra. E, ainda que a corrente fosse grossa e poderosa, me parecia óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir.
O "mistério" era evidente!
O que o mantinha, então? Por que não fugia?
Todavia, eu confiava na sabedoria dos adultos. Perguntei então a um professor, um parente próximo, e um tio distante, sobre o "mistério" do elefante.
Algum deles me explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado. Fiz então a pergunta óbvia:
- Se está amestrado por que o prendem?
Não recordo de haver recebido uma resposta coerente!
Com o tempo, esqueci do "mistério" do elefante e da estaca...
Há, alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta. O elefante do circo não escapava porque tem permanecido atado à estaca desde muito, muito pequeno.
Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido sujeito à estaca. Tenho certeza que, naquele momento, ele puxou, forçou, tratando de soltar-se. E, apesar de todo esforço, não pôde fazer. A estaca era certamente muito forte para ele.
Juraria que dormiu esgotado, e que no dia seguinte voltou a tentar, e também no outro que se seguia. Até que um dia, um terrível dia para a sua história, o animal aceitou sua impotência e se resignou a seu destino.
O elefante enorme e poderoso que vemos no circo não escapa porque crê, realmente, o pobre, que não pode. Ele tem o registro e a recordação de sua impotência, daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer. E o pior é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro. Jamais voltou a colocar à prova sua força outra vez.
Muitas vezes somos somo os elefantes. Vivemos crendo que muitas coisas " não podemos ". Simplesmente porque, alguma vez, quando éramos crianças, tentamos e não conseguimos.
Fazemos então, como o elefante, gravamos em nossa memória: "Não posso. Não posso e nunca poderei "!
Crescemos carregando essa mensagem que impusemos a nós mesmos e nunca mais voltamos a tentar. Quando muito, de vez em quando sentimos as correntes, fazemos soar o seu ruído, ou olhamos com o canto dos olhos a estaca e confirmamos o estigma: " Não posso e nunca poderei". Sendo que, a única maneira de tentarmos de novo é colocando muita coragem em nossa cabeça e em nosso coração!
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PS.: " O homem livre é senhor da sua vontade e somente escravo da sua consciência".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
O Sorriso de Deus...
Havia um pequeno menino que tinha o desejo de se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente.
Um dia encheu sua mochila com pedaços de bolo e refrigerante e saiu para brincar no parque.
Quando ele andou umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco da praça olhando os pássaros.
O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila e ia tomar um gole de refrigerante, quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome, então, lhe ofereceu um pedaço de bolo.
O velhinho muito agradecido, aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, então ele ofereceu-lhe seu refrigerante.
Mais uma vez, o velhinho sorriu ao menino. O menino estava tão feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo bolo e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um ao outro.
Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas, antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho.
Ai, o velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.
Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face:
- O que você fez hoje que te deixou tão feliz assim?
Ele respondeu:
- Passei a tarde com Deus. Você sabia que Ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi?
Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso na face e seu filho perguntou:
- Por onde você esteve que está tão feliz?
E o velhinho respondeu:
- Comi bolo e tomei guaraná no parque, com Deus. Você sabe que Ele é bem mais jovem do que eu pensava?
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PS.: " A face de Deus está em todas as pessoas e coisas que são vistas com os olhos do amor e do coração e a grandeza de um homem depende da intensidade de suas relações com Deus ".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Ser Feliz É Uma Decisão.
Uma senhora de 92 anos, delicada, bem vestida, com o cabelo bem penteado e um semblante calmo, precisou se mudar para uma casa de repouso.
Seu marido havia falecido recentemente e a mudança se fez necessária, pois, ela era deficiente visual e não havia quem pudesse ampará-la em seu lar.
Uma neta dedicada a acompanhou.
Após algum tempo aguardando pacientemente na sala de espera, a enfermeira veio avisá-las que o quarto estava pronto.
Enquanto caminhavam, lentamente, até o elevador, a neta, que já havia vistoriado os aposentos, fez-lhe uma descrição visual de seu pequeno quarto, incluindo as flores na cortina da janela.
A senhora sorriu docemente e disse com entusiamo:
- Eu adorei!
- Mas a senhora nem viu o quarto. Observou a enfermeira.
Ela não a deixou continuar e acrescentou:
- A felicidade é algo que você decide antes da hora. Se eu vou gostar do meu quarto ou não, não depende de como os móveis estão arranjados e sim de como eu os arranjo em minha mente. E eu já me decidi gostar dele.
E continuou.
- É uma decisão que tomo a cada manhã quando acordo. Eu tenho uma escolha, posso passar o dia na cama remoendo as dificuldades que tenho com as partes do meu corpo que não funcionam há muito tempo, ou posso sair da cama e ser grata por mais esse dia . Cada dia é um presente, e meus olhos se abrem para o novo dia das memórias felizes que armazenei. A velhice é como uma conta no banco, minha filha, de onde você só retira o que colocou antes.
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PS.: " Na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice, fazer uso dele ". (JJ. R)
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
domingo, 8 de novembro de 2015
A Coisas Que Aprendi na Vida.
Aprendi que não importa o quanto eu me importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.
Aprendi que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-me de vez em quando, mas eu preciso perdoá-la por isto.
Aprendi que falar pode aliviar minhas dores emocionais.
Aprendi que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la.
Aprendi que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias.
Aprendi que eu posso fazer, em instantes, coisas das quais me arrependerei pelo resto da vida.
Aprendi que o que importa não é o que eu tenho na vida, mas quem eu tenho na vida.
Aprendi que os membros da minha família são os amigos que não me permitiram escolher.
Aprendi que não tenho que mudar de amigos, e sim, compreender que os amigos mudam.
Aprendi que as pessoas com quem eu mais me importava na vida me foram tomadas muito depressa.
Aprendi que devo deixar sempre as pessoas que amo com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vejo.
Aprendi que as circunstâncias e o ambiente têm influência sobre mim, mas que sou responsável por mim mesma.
Aprendi que não devo me comparar aos outros, mas com o melhor que posso fazer.
Aprendi que não importa até onde eu chegue, mas para onde estou indo.
Aprendi que não importa quão delicado e frágil seja algo, sempre existem dois lados.
Aprendi que vou levar muito tempo para eu me tornar a pessoa que eu quero ser.
Aprendi que eu posso ir mais longe depois de pensar que não posso mais.
Aprendi que ou eu controlo meus atos ou eles me controlarão.
Aprendi que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário, enfrentando as consequências.
Aprendi que ter paciência requer muita prática.
Aprendi que existem pessoas que não me amam, mas simplesmente, não sabem como demostrar isso.
Aprendi que meu melhor amigo e eu podemos fazer muitas coisas, ou nada, e termos bons momentos juntos. Aprendi que as pessoas que eu espero que em pise, quando eu estiver caída, é uma das poucas que me ajudarão a levantar.
Aprendi que há mais dos meus pais em mim do que eu supunha.
Aprendi que quando estou com raiva, tenho direito de estar com raiva, mas isto não me dá o direito de ser cruel.
Aprendi que só porque alguém não me ama do jeito que eu quero, não significa que esse alguém não me ame com tudo que pode.
Aprendi que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que eu tive, e o que aprendi com elas, do que com quantos aniversários já celebrei.
Aprendi que nunca devo dizer a uma criança que sonhos são bobagens, ou que estão fora de cogitação, pois poucas coisas são mais humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse em mim.
Aprendi que nem sempre é suficiente ser perdoada por alguém, tenho que aprender a perdoar a mim mesma.
Aprendi que não importa em quantos pedaços meu coração foi partido, o mundo não para pra que eu o concerte.
Apenas aprendi, as coisas que aprendi na vida!
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PS.: "Não consulte seus medos, mas suas esperanças e sonhos. Não pense sobre suas frustrações, mas sobre seu potencial não desenvolvido. Não se preocupe com os fracassos, acredite naquilo que você ainda realizará".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
sábado, 7 de novembro de 2015
A Arte de Viver Bem.
Não exija dos outros aquilo que eles não podem lhe dar, não cobre de cada um a sua responsabilidade. Não deixe de usufruir o prazer, mas que não faça mal a ninguém.
Não pegue mais do que você precisa, mas lute pelos seus direitos.
Não olhe as pessoas só com os seus olhos, mas olhe-se também com os olhos delas.
Não fique ensinando sempre, você pode aprender muito mais. Não desanime perante o fracasso, supere-se o transformando em aprendizado.
Não se aproveite de quem se esforça tanto, ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer.
Não estrague um programa diferente com seu mau humor, descubra a alegria da novidade.
Não deixe a vida se esvair pela torneira, pode faltar aos outros...
O amor pode absorver muitos sofrimentos, menos a falta de respeito a si mesmo!
Se você quer o melhor das pessoas, dê o máximo de si, já que a vida lhe deu tanto.
Enfim, agradeça sempre, pois a gratidão abre as portas do coração.
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PS.: "Às vezes é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que machuca, abandonar o que nos faz mal, se libertar de coisas que nos prendem... Espere sempre o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier. Ouse, arrisque, não desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom ninguém nunca precisou de resto para ser feliz".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Momento de Reflexão.
Janelas da Alma....
Quando tudo a sua volta for escuridão, use o seu brilho interior.
Quando todos desacreditarem da sua capacidade, mostre a sua força e insista e insista um pouco mais.
Quando tudo parecer mais forte e te sufocar, mire no seu objetivo e continue lutando.
Desistir de um plano, de uma meta ou objetivo, é ficar andando em círculos.
É como recomeçar em uma longa estrada...
Não ouça os pessimistas, acredite na sua ideia, na sua força.
Poucos são aqueles que fazem previsões otimistas, a grande maioria aposta na derrota.
Faça a diferença!
Existem milhares de pessoas no mundo, mas você é único e pode criar um diferencial na sua vida, seja pela simpatia, pela competência, pela inovação, não importa. Seja diferente, seja moderno, seja aberto ao mundo... seja você!
Resolva-se interiormente: decida-se por um objetivo e concentre todos os seus recursos nessa conquista.
Ninguém resiste aos determinados.
Não aceite a situação como lhe aparece. Limpe a sua mente, fuja da miséria.
Para terminar, lembre-se: Deus é abundância, prosperidade, é alegria, é vida.
Não se contamine com a dor, com a doença, com a pobreza dos outros.
Não aceite uma vida triste, sem cor, sem saúde, sem dinheiro, sem respeito, sem amor...
Você nasceu para brilhar, para vencer, para mostrar aos outros o que é viver em harmonia com a vida, com Deus e com você mesmo.
Seja espelho da alegria, afinal de contas, você é filho do Homem!
Eu acredito em mim e acredito em você também!!!! (P.R.G.)
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PS.:"Toda vez que quiseres julgar alguém, olhe para o espelho da sua alma e verás que tm muito mais a compreender, do que criticar. Assim, como todas as vezes que quiseres reclamar da vida, olhe para os necessitados e verás que tens muito mais a agradecer a Deus do que se queixar".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Clareou...
A vida é pra quem abe viver.
Procure aprender a arte.
Pra quando apanhar não se abater.
Ganhar e perder faz parte.
Levante a cabeça amigo a vida não é tão ruim.
Um dia a gente perde mas nem sempre o jogo é assim.
Pra tudo tem um jeito, e se não teve jeito
Ainda não chegou ao fim.
Mantenha a fé na crença se a ciência não curar.
Pois se não tem remédio então remediado está
Já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar.
E a quem Deus prometeu nunca faltou
Na hora certa o bom Deus dará.
Deus é maior, maior é Deus
E o que tá com ele nunca está só
O que seria do mundo sem ele.
Chega de chorar
Você já sofreu demais, agora chega
Chega de achar que tudo se acabou.
Pode haver dor uma noite
Mas um novo dia sempre vai raiar
E quando menos esperar... Clareou!!!! (D.N.)
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PS.: " Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar COM você".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
O Presente Mais Especial...
Era uma cidade perdida entre a exuberância da mata e o escarpado da serra.
Uma cidade do interior como muitas outras. Na única escola havia uma só classe de alunos e uma única professora. As crianças, de variadas idades, eram amadas por ela e com carinho acolhidas todos os dias para as horas de ensino. Para aquela mestra, cada menino e menina era uma criança especial.
Quando chegou o dia do professor os alunos desejavam lhe dizer que também a amavam muito e lhe levaram presentes.
Agitadas, cada uma delas desejava entregar antes a sua dádiva.
Os filhos do dono da chácara próxima, trouxeram uma cesta de frutos. Cada um mais bonito e cheiroso que o outro.
Os filhos do dono da granja trouxeram uma boa quantidade de ovos.
A filha do cozinheiro do restaurante trouxe um bonito bolo de cenoura, com cobertura de chocolate.
Os três irmãos que viviam na fazenda lhe trouxeram um pequeno animal, um cabritinho.
A cada um, emocionada, ela abraçava e agradecia.
Por fim, o menino-índio, o único índio na escola, lhe deu uma concha.
Ela ficou encantada coma beleza da concha e, recordando seus próprios tempos de infância, colocou-a no ouvido para escutar o barulho do mar.
Ficou embevecida. Pela sua mente passaram as cenas dos dias em que, criança, brincava na areia, molhava os pés nas ondas que morriam na praia, fazia castelos e fortalezas.
Quando foi abraçar o menino, reparou que suas pernas e pés estavam empoeiradas, que a unha do dedão estava quebrada e que seu short estava sujo. A camisa estrava molhada de suor. Braços e mãos estavam imundos. Em seu rostinho suado os olhos faiscavam de alegria, percebendo o encanto da professora com a concha.
Foi no confronto com esses olhos que ela se deu conta de que a praia mais próxima estava a três horas de caminhada. Considerando a volta, isso significava seis horas de caminhada ininterrupta. E perguntou ao menino:
- Mas você foi buscar essa concha para mim tão longe?
Sorrindo ainda, ele respondeu:
- A caminhada faz parte do presente. (A.D.)
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PS.: " O amor é a única coisa que cresce a medida que se reparte".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
As Aparências Enganam.
Num orfanato, igual a tantos outros, havia uma pobre orfã de oito anos de idade.
Era uma criança triste e sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.
Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar. Sem carinho, sem afeto, sem esperança. Sua única companheira era a solidão.
O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legitima para livrar-se dela. E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.
- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.
O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denuncia lhes causara.
- Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.
E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.
Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção a árvore na qual estava a mensagem.
De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.
O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livra-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.
Todavia, para seu desapontamento remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pode ler a seguinte mensagem: " A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você".
Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram. Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.
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PS.: " Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renuncia".
Bjuusss,
Nallu Ferreira.
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