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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Continuação.

- Olhando nos meus olhos, me perguntou bem firme se realmente estava certo do que acabara de falar para ele. Disse que sim, e que era só arrumar um canto para ficar, alguma casa, kitinet, até mesmo um quarto, poria em prática minha decisão.
- Hummm, entendi, e ele, o que falou?
- Fez o que jamais esperava, começou a rir da minha cara e do nada parou. E, então, com um olhar que fervilhava de tanto ódio, me perguntou se realmente, depois de toda aquela afronta que acabara de fazer à ele, de falar todas aquelas besteiras ridículas, acharia mesmo que ele simplesmente voltaria ao que estava fazendo e esperaria que eu arrumasse meu cantinho, para aí sim, tomar a grande decisão da minha vida.
- O que ele queria dizer com isso?
- Queria, mais uma vez, me mostrar o seu poder, deixar bem claro para mim que ninguém, fora ele, tinha o direito de tomar decisão alguma, sem o seu consentimento, e se isso ocorresse, essa decisão sempre teria a palavra final dele.
- Como assim, não estou te entendendo?
- Mas vai entender.
- Após falar isso para mim, disse que, ao contrário do que eu pensava, não iria ficar esperando, que já que queria sair de casa, que fizesse isso naquele momento e não quando eu quisesse. Eu disse que não tinha para onde ir aquela hora, e ele me respondeu que isso não era problema dele. Seria sim, se eu repensasse tudo o que havia dito e lhe pedisse desculpas, desculpas não perdão, pois aí sim voltaria a ser um membro de sua família, e como tal, responsabilidade dele. Caso contrário, que me pusesse o mais rápido possível porta à fora, e que poderia me considerar, a partir dessa atitude, uma pessoa só no mundo, pois assim como ele o faria, não permitiria que ninguém de dentro daquela casa, mantivesse mais contato comigo ou me considerasse mais alguma coisa. E quando terminou de falar essas últimas palavras, mantinha os olhos fixos em minha mãe.
- Você está brincando né, seu pai realmente estava falando sério quando disse isso?
- Sim ... muito sério, parece exagero né?
- Exagero não, isso é loucura ... nenhum pai é tão duro assim com um filho.
- É ... pois o meu não só foi, como continua sendo.
- E sua mãe, ela não falou nada?
- Falou ...veio e com um olhar quase que me implorando que agisse conforme as palavras que saiam de sua boca, me olhava, mas as palavras eram direcionadas à ele. Dizia que eu iria pedir desculpas sim, que só tinha falado tudo aquilo da boca para fora, mas que jamais sairia de casa daquele jeito, e que continuaria sendo o filho um pouco levado sim, mas amado de ambos.
- Nossa, coitada da sua mãe.
- Sim, ver as lágrimas que saiam dos seus olhos e lhe escorriam pela face, me causaram imensa dor, ainda mais sabendo que eu era o responsável por elas.
- Mas e aí, o que você fez, fez o que ela, mesmo parecendo falar para seu pai, pedia à você?






                                                                     Continua.  

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