- Não precisa pedir desculpas por falar do meu irmão, ele morreu mas sempre será meu irmão até meus últimos dias e sempre será lembrado por todos nós da família de uma forma saudosa sim, mas sempre lembrado. E não foi esse fato que fez com que me pai mudasse tanto, ele mudou muitos anos antes da morte dele.
- Hummmm, estranho alguém se transformar assim.
- É, sabe, às vezes penso que ele não mudou, só voltou a ser quem ele era.
- Acha que ele ao contrário do que parecia, sempre foi desse jeito e por um tempo agiu de maneira à enganar sua mãe.
- É isso mesmo.
- Mas, apesar do jeito dele, vocês se dão bem, digo isso porque, já que você tem sua profissão e com certeza é uma pessoa financeiramente falando, independente, não tem como ele impor as vontades dele à você, e acredito eu que aos seus irmãos também não, pois imagino que eles também devam ser bem sucedidos, dentro das profissões que escolheram seguir, caso também não sejam modelos assim como você.
- Não são não, cada um escolheu suas respectivas profissões, mas prefiro não falar a fundo sobre eles. E em relação ao meu pai e eu, nós não nos falamos, sou persona non grata em sua casa, alias, não posso nem por os pés do portão para dentro da casa dele.
- Como assim! Não se falam, não pode por os pés, houve algo grave entre vocês dois? Ah, me desculpa, estou sendo evasiva, não precisa me contar nada, não tenho nenhum direito de te perguntar isso, a gente mal se conhece e isso é algo muito intimo entre você e sua família, me desculpa mesmo, tá?
- Não precisa pedir desculpas, realmente não costumo falar desse assunto com ninguém, mas o engraçado é que estou me sentindo extremamente relaxado com você, e mesmo nós dois mal nos conhecendo, estou me sentindo muito a vontade mesmo de estar te contando esta parte da minha vida, você me passa segurança, confiança, rsrsrsrsrsrsrs, é até engraçado né, dizer que uma pessoa que mal conhecemos, passa segurança e confiança para a gente, mas é o que sinto em relação à você.
- Nossa ... me senti especial agora, especial e muito lisonjeada por você estar me falando isso, não é rasgação de seda, mas também me sinto muito a vontade com você, você também é uma pessoa que me passa segurança e confiança para lhe falar coisas que até então, quase ninguém sabia, digo meus amigos.
- Sim, entendi, vou te contar o motivo de não falar com meu pai. Vou tentar fazer um resumo de tudo o que aconteceu.
- Tá bem, mas to falando sério, só se você quiser mesmo, se te causar alguma dor relembrar o que houve, não precisa falar. A gente conversa sobre outra coisa, sem problema algum.
- Ok, entendi você, mas quero contar para você, não sei porque mais quero, rsrsrsrsrsrsrsrs.
- Então tá, porque para ser sincera, estou morrendo de curiosidade, rsrsrsrsrsrsrsrsrs.
- Mulheres, rsrsrsrsrsrsrsrsrsr ...
- Rsrsrsrsrsrsrsrsrs ...
Continua.

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