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domingo, 22 de janeiro de 2012

Continuação.

- Não ... mesmo sentindo a dor que me chegava através dos olhos dela, me mantive firme em minha decisão. Só que com uma pequena diferença, as palavras dele, me fizeram sentir uma raiva tão grande, que até quele momento, nem a mais dolorosa das surras, me fizeram sentir. Afastei delicadamente minha mãe, que se encontrava abraçada a mim e com os olhos fixos nos meus. Olhei para ele  e o encarando disse que já que ele achava que tinha de ser daquele jeito, que então o seria. Disse que o todo poderoso, veria mais uma vez sua vontade cumprida - percebi que começava a esboçar um sorriso quando se espantou com o término do que dizia - avisei que pegaria algumas coisas minhas e sairia imediatamente de dentro da prisão que ele insistia chamar de casa.
- Você é doido?
- Não, só também não voltaria atrás.
- Mas continua.
- Sim ... fui até o meu quarto peguei minha mochila, pus algumas peças de roupa e quando voltei, ele estava em pé ao lado da porta, mantendo essa aberta com uma das mãos. Dei uma olhada rápida para os meus irmãos e uma mais prolongada para minha mãe e pedi que ela me perdoasse, depois segui em direção à porta, antes que me pudesse sair, ele me parou com suas palavras, mandou que pensasse bem, pois no momento que a porta se fechasse, não haveria mais volta, eu poderia me considerar sozinho no mundo. Que nem que implorasse, permitiria que voltasse a pisar naquela casa. Respondi que estava ciente disso, pois sabia com que tipo de pessoa estava lhe dando, afinal haviam sido 18 anos convivendo e vendo os seus desmandos, e que mesmo sabendo que no fundo essa era a vontade dele - me ver voltando rastejando e implorando o seu perdão - disse que ficasse tranquilo, preferia morrer a minguas a implorar o perdão de um tirano como ele, e sai. 
Ainda consigo ouvir o som da porta que foi arremessada, pela ira como fora fechada.
- Caramba JP, tô aqui atônita com tudo isso que me contou, parece mais uma novela do que vida real.
- É parece, mas posso te garantir que é pura realidade.
- Sim, sei disso, é que é tudo tão absurdo, nunca imaginei que um pai tivesse coragem de fazer isso com um filho.
- Para falar a verdade, mesmo conhecendo ele como conhecia, aliás, achava né, não imaginava que agiria assim comigo.
- Entendo, mas e depois que você saiu, como foi ... para onde foi?




                                                                 Continua.

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