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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Momentos de Reflexão: Sobre os Felizes.



Sobre os Felizes.

Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra.
Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda a desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.
De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.
Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.
O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso intenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.
Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.
Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam que o sentimento do próximo possa ser tão importante quanto o deles mesmos. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Não gostam de ter a rotina perturbada pelo outro. São sempre os donos da razão, são acima do bem e do mal, não conseguem saborear as pequenas coisas da vida, pois são eternos insatisfeitos.
O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.
O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras e imperfeições.
Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. 
Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene, pois eles sabem o caminho...

                                                                                  (S.A.)

PS: "Tanto a felicidade quanto o seu reverso, habita dentro de cada um de nós, e só nós temos o poder da escolha de qual alimentar, assim como o bem e o mal. Somos nossas escolhas. Rabisque, rasure, tente novamente  quantas vezes possível for. E quando rescrever, escolha sempre o melhor de você, mas sem esquecer-se de retirar as estacas dos olhos olhos.


Bjuusss,
               Nallu Ferreira.

sábado, 28 de outubro de 2017

Momento de Reflexão - Uma Carta Para Você ( Amar Também É Dizer Adeus )



Uma Carta de Amor ( Amar Também É  Dizer Adeus ).

Uma vez me disseram que amar também é desistir. Não levei a sério, disse para mim mesma que isso era uma tremenda bobagem, mas, depois de muito pensar e analisar o quão as pessoas poderiam te machucar, entendi e aceitei que amar também é desistir. 
Só quero que você saiba que eu te amo muito. E por mais doloroso que isso seja, por mais que eu sofra e chore, essa é a melhor solução para o momento que estamos passando. Para estar bem, preciso saber que você está em paz seguindo o seu caminho por isso, amor, vai, voa, vai ser feliz. Eu conheço seus sonhos, planos, desejos e lutas e sei o quanto você sempre foi e continuará sendo capaz. Mas também sei e reconheço, que ao meu lado as coisas não serão como você as planeja, e o quanto poderão se tornar difíceis. 
Me entenda, eu não quero mais te ver sofrer, isso , de verdade é algo que não aguento. 
Ainda não foi dessa vez nossa hora, quem sabe um dia, isso também se você ainda me quiser também. 
Só te peço que siga e lembre-se sempre que eu te amei e ainda amo verdadeiramente e que sempre irei te agradecer pelos lindos momentos de felicidade que você me proporcionou e que levarei comigo até o fim dos meus dias... Adeus, meu grande e único amor!!!

                                                                                                                  ( A.D. )

PS:." Um dia me perguntaram o que é o amor? E então eu respondi, amor é quando a pessoa imperfeita se torna mais que perfeita, é olhar para dentro sem nem saber o que tem por fora, é querer estar perto mesmo quando não se está longe, é começar a gostar das coisas que nunca suportou só porque ele adora, é ter atitudes sem nunca se importar com que os outros vão achar, amor é simplesmente amor! É estar junto, ajudar, compreender, respeitar, ser amigo, ser verdadeiro, é querer tê-lo todo dia e ficar triste por não poder. É acima de tudo, querer ver a outra pessoa feliz, mesmo que para isso, tenhamos de abrir mão da nossa própria felicidade!!!"


Bjuusss,
                 Nallu Ferreira.

sábado, 14 de outubro de 2017

Momento de Reflexão: As Voltas do Mundo.


As Voltas do Mundo.

É comum falar de ingratidão. Amigos que depois de terem privado da maior intimidade, se voltam violentos, desejando destruir. Basta uma pequena contrariedade, uma questão política, um diverso ponto de vista religioso. Eis formada a querela. O distanciamento.
Esquece-se de todos os benefícios recebidos. Dos braços das promessas, das alegrias repartidas e vividas em conjunto.
Esse tipo de comportamento demostra como o homem, embora se diga humano, muito necessita crescer para se considerar como verdadeiro participante da Humanidade.
Recordo-me de uma antiga lenda judia que fala de um homem condenado à morte e que ia ser apedrejado.
Os carrascos lhe jogaram grandes pedras. O réu suportou o terrível castigo em silêncio. Nenhum grito. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.
Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demostrar que não era do seu partido.
O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.
O rei, que a tudo assistia, ordenou que um de seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.
O condenado respondeu: As pedras grandes foram atiradas por homens que não me conhecem, por isso me calei. Mas o pequeno seixo foi jogado por um homem que foi meu companheiro e amigo. Por isso gritei.
Lembrei de sua amizade nos tempos de minha felicidade. E agora vi sua felicidade quando me encontro na desgraça.
O  rei compadeceu-se e ordenou que o pusessem em liberdade, dizendo que mais culpado do que ele era aquele que abandonava o amigo na desgraça. 
A lenda nos dá a nota do quanto dói a ingratidão de um amigo. Naturalmente, quanto mais estimamos e confiamos em alguém, mais nos atormentará a sua traição. A sua ingratidão.
É importante pois que examinemos nossas próprias ações, observando se não somos ingratos. Em especial com aqueles que estenderam a preciosidade da sua amizade, por longos anos.
Não sejam as notas distantes de algumas rusgas que nos permitam agredir, de forma cruel os que ontem nos sustentaram nas lutas.
Há poucos dias uma aluna que, depois de ter recebido do seu mestre todo o apoio, em forma de ensino, livros, oportunidades de estágios, decidiu estabelecer uma questão judicial.
Esquecida dos tantos benefícios, das longas horas de dedicação do antigo mestre, depois de um desentendimento em que se sentiu lesada, resolveu requerer vultuosa quantia como pagamento pelas horas de trabalho ao lado dele.
Olvidou o aprendizado, do quanto lhe devia por sua própria formação profissional. E mais:  de quantas portas, graças à fama dele e experiência, se haviam aberto para ela.


                                                                                                                           ( J. A. )




PS:." A ingratidão é o sentimento que somente floresce nos corações enfermiços. É uma moléstia do caráter que requer o remédio da compaixão. Logo, se alguém te retribuir com a ingratidão, não te entristeças, é melhor receber a ingratidão do que exercê-la ao próximo... Eleve sempre a sua áurea!!!"



Bjuusss,
                Nallu Ferreira.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Momentos de Reflexão: O Arroz de Palma.


Família é prato difícil de prepara. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida ( azeitona verde no palito ) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa, eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona, e a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar, tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas, uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível, tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é "à Moda da Casa". E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces, outras meio amargas. Outras apimentadíssimas, há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Diet, que você suporta só para manter à linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem de experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

                                                                                       ( F.A.)




PS:. "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem, nada mais que coragem!!!!..."


Bjuusss,
                Nallú Ferreira.




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mensagens de Reflexão: O Vagalume e a Cobra.


O Vagalume e a Cobra.

Era uma vez uma cobra que perseguia um vagalume, que nada mais fazia do que simplesmente brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada.
No quarto dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra:
- Posso fazer-lhe três perguntas?
- Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar, pode perguntar.
- Pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então, porque você quer me comer?
E a cobra respondeu:
- Porque eu não suporto ver você brilhar...

                                                                  (A.D)

PS:. E assim é ao longo de nossas vidas, incomodamos algumas pessoas durante a nossa caminhada pelo simples fato de sermos nós mesmos... Por isso, preste muita atenção nas pessoas ao seu redor e saiba selecionar em quem confiar nessa trajetória, pois nem sempre se declaram inimigos confessos como a cobra.


Bjuusss,
                Nallú Ferreira.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Momento de Reflexão: Carta Para Você.

Carta Para Você.

Eu realmente gosto dele, porque às vezes eu tento fechar os olhos fazendo um teste comigo mesma, me imaginando sem tê-lo, abrindo mão daquele cara todo errado, mas que abre o sorriso que por mais cínico que pareça ser me faz sentir forte. É como se ele voltasse depois de ter desaparecido para o inferno e me dissesse - Confia em mim! Claro que eu sei o que estou sentindo, o que estou dizendo. Amar é tão humano, até quando você ama um cara como ele, que mata saudade com telefonema, que fala baixinho que nada vai te acontecer de mal quando ele estiver junto. E não acontece... Que te dá as mãos e te leva por caminhos que você nunca imaginou percorrer, mas se sente segura. Que faz voltar atrás quando a vontade é de jogar tudo para o alto, de esquecer, de querer botar um ponto final. Daí sinto seu abraço, e fico imaginando tudo, tudo de bom que você me dá. A vida não vai acabar, pelo menos agora, espero eu, nem o amor que eu sinto, pois há uma grande promessa nesse sentimento que é lutar até o fim para ter o amor que a gente sempre quis. Não há desgastes, e não tem de haver dedos apontados de julgamentos para o certo e o errado. Há uma régua que mede nossas atitudes, e o tamanho do amor e o quão ele é capaz de se estender, de suportar para atravessar possíveis fases sem desistir de tê-lo aqui como meu grande amor.


                                                                                                                    (B.R)


PS:. "... Porque a vida só se deu, para quem se dá com amor..."


Bjuusss,
               Nallú Ferreira.





                                                                                                              

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Momentos de Reflexão.

Metamorfose.

"Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular.
Sou bem assim: metamorfose ambulante.
Adolescente em crise. 
Crises. De tudo o que você possa imaginar.
O que mais valorizo no mundo? 
Amigos.
O melhor sentimento?
Felicidade.
O melhor verbo?
Amar...
Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz.
É o que faço: vivo!
E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo.
Depois de uma queda? 
Levanto e sigo em frente.
Já desisti de contar os mil e um foras que dou. 
Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria.
Uma companhia?
Deus.
Algo que te alegra?
De novo os preciosíssimos amigos.
Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssíma com uma pergunta minha,
e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu?
"Eu sou uma pergunta."

                                                                   (C.L.)

PS:. E como diz aquela música: "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." 
E somos...


Beijuusss,
                   Nallu Ferreira.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Momento de Reflexão - Amizade Verdadeira.

Amizade Verdadeira.

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local. Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido ao traumatismo e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que os dois não tinham o sangue preciso. Reuniram então as crianças e , entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Verificado o mesmo tipo de sangue, ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estav doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava totalmente tranquilo. 
A enfermeira explicou então aos americanos : "Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer." O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:
- Mas, se era assim, por que então você se ofereceu a doar seu sangue?
E o menino respondeu simplesmente:
- Ela é minha amiga.

                                                                         ( A.D. )

PS:. Feliz daquele que encontrou um amigo assim e ambos sabem se reconhecer , infeliz o que o teve e nunca soube enxergar... Afinal, são os riscos ocultos da vida que nos mostram a real grandeza de uma amizade!!

 Bjuusss,
               Nallu Ferreira

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Momento de Reflexão- O Último dos Mortais.





O Último dos Mortais.

Um homem triste morava na parte superior de uma velha casa em ruínas. Pardieiro sem dono. Paredões sem ninguém. Supunha-se o último dos mortais. Contudo, era firme na fé e orava, quase com orgulho, todas as noites:
"Deus, de bondade, Deus dos aflitos, da Terra sois o maior. Deus de bondade, graças Te dou por ainda me alimentar com algumas batatas por dia."
Creio mesmo ser o último dos mortais...
Mais dois anos se passaram, quando, ao sentir-se mais aflito e mais infeliz, resolveu partir ao rumo de outras terras...
Quem sabe seria um pouco menos infeliz...
Ele, que sempre saia na direção do quintal à procura das raízes que o sustentavam, dessa vez saiu do lado oposto, no propósito de partir.
Nunca havia saído por lá...
Ao descer o último aclive, ouviu um barulho.
Alguém gemia... Voltou para ver...
Só então, pôde verificar que um aleijado, em chagas, morava embaixo, sobre um leito de palha vivendo somente das cascas de batata que ele atirava fora...
Naquele momento entendeu que geralmente o ser humano sempre se considera o mais infeliz, sem sequer, pelo menos, olhar para seu lado...


                                                                                        (A.D.)


PS.: "O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário."


Bjuusss,
                Nallu Ferreira.


                                                                               
E

domingo, 26 de março de 2017

Momentos de Felicidade - Carta de Um Velho ao Mundo.





Carta De Um Velho Ao Mundo.

Quando você ler estas palavras provavelmente já terei morrido. É tão simples perceber a inutilidade das palavras quando "morte" tem apenas cinco letras e acaba com tudo. O que eu deixo para trás não sei dizer. Deixo a certeza de que fiquei sempre aquém do que pude ser. Fui sempre quase o que quis ser, e provavelmente foi isso, apenas isso, o que realmente desejei ser.
À vida nunca pedi muito e ela me deu tanto. Quando eu era pequeno acreditava no Papai Noel, na felicidade eterna, nos casais que ficavam juntos para sempre. Hoje acredito ainda mais. As rugas tiram muita coisa mas nunca tiram o amor, se um dia você tiver dúvida sobre o que realmente importa na vida pense nisso e chegará a uma conclusão. Se ficar algo de mim neste mundo será o amor que dei e recebi, nada mais.
Por vezes custa estar vivo. Muitas vezes parece que não há saída, que o que dói nunca vai parar de doer. Mas passa. Passa sempre. Fica um pedacinho que nos impede, aqui e ali, alguns movimentos. Mas o que nos bloqueia passa sempre. Haja uma mulher para amar e o mundo continua. A minha mulher é o que a vida me deu, e foi ela que me deu tudo o que a vida me deu.
Nunca lamentei as lágrimas que chorei, os acidentes que me fizeram recomeçar. O tempo serve para recomeçar, pouco mais. A mudança é o que me mantêm vivo, tenho vindo a aprender. A cabeça já não é o que era, o corpo já não é o que era, deve ser a isso que chamam velhice, eu sei. Há um corpo que cai e nós aqui por dentro sempre a nos levantar, sempre mais alto. A idade nos eleva tudo menos o corpo. Tudo cede menos o que amamos. O que profundamente amamos.
Amo profundamente quem me faz rir. O senhor das piadas da televisão, Deus o guarde, a senhora do açougue e os seus palavrões que nem em atrevo a pensar, e os que amo. Amar é rir profundamente.
Já me amputaram de pessoas. A morte de quem faz parte do nosso mundo é um pedaço que se vai. Estou com muito menos do que aquilo que já tive mas ainda consigo andar. Viver é mais que tudo conseguir arranjar membros suficientes para, por mais amputações que a vida nos traga, conseguir nos mexer. A memória serve tanto para sofrer como para viver. É lá, na memória, que vivo os melhores e os piores momentos da minha vida. É por isso que tento, todos os dias, construir novas memórias, inventar mais momentos para lembrar. O que fica da vida sõa os momentos que nos lembramos de nós.
Restam-me poucos dias por aqui, isso é certo. Tento não os contar, passar por eles sem me lembrar do que falta. Acredito que ainda vou cruzar com a euforia algumas vezes, por mais que as doenças apertem e a incapacidade triture. Sou uma maquina de luta contra a insuficiência. Agarro-me ao toque da minha mulher como se me agarrasse ao que me impede de morrer. E nunca morro. No fundo, como eu te dizia no começo destas linhas que já vão longas ( os velhos têm essa mania de falar demais, de contar demais, de saber demais, mas ninguém quer saber dos velhos até que chega à velhice e aí são os outros que não querem saber de quem não quer saber dos velhos, mas eu não em incomodo, a lei da vida é também a lei da morte, fiquei sabendo há muito ), quando você ler estas ´palavras provavelmente já terei morrido. Mas você não. Tente fazer disso uma vantagem.

                                                                                         (P.C.F.)

PS.: "A velhice não está nos anos somados. O que entristece na velhice é a sensação de não ser útil, de não ser observado, a saudade do que foi vivido, a contemplação dos erros e do que deixou de ser feito. Ao contrário do que é dito no trecho acima, queira saber dos seus velhos porque a vida, como tudo nela é um ciclo, o que hoje é direcionado ao outro, amanhã será direcionado a você... Pense nisso!"

Bjuusss,
              Nallu Ferreira.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Momento de Reflexão - O Tempo e as Jabuticabas.






O Tempo e as Jabuticabas.


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para  lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. 
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. 
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. 
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas. 
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de confrontação, onde tiramos fatos a limpo. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa..."
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena.

                                                                           ( R.G. )

PS:. Não devemos deixar que a saudade do passado e o medo do futuro estrague toda beleza do nosso presente, pois há dias que valem um momento, assim como há momentos que equivalem por toda uma vida e todos nós queremos encontrar os nossos.

Bjusss,
              Nallu Ferreira.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A Martelada.

A Martelada.

Um navio carregado de ouro, revestido de todo o cuidado e segurança, atravessava o oceano quando, de repente, o motor enguiçou.
Imediatamente, o comandante mandou chamar o técnico do porto mais próximo. 
O técnico chegou de helicóptero e trabalhou durante uma semana, porém sem resultados concretos.
Chamaram então o melhor engenheiro naval do país. O engenheiro trabalhou três dias inteiros, sem descanso, mas nada conseguiu.
O navio continuava enguiçado.
A empresa proprietária do navio mandou, então, buscar o maior especialista do mundo naquele tipo de motor. Ele chegou, olhou detidamente a casa das máquinas, escutou o barulho do vapor, apalpou a tubulação e, abrindo a sua valise, retirou um pequeno martelo. Deu uma martelada em uma válvula vermelha ( que estava emperrada ) e guardou o martelo de volta na valise. 
Mandou ligar o motor e este funcionou perfeitamente na primeira tentativa.
Dias depois, chegaram as contas ao escritório da empresa de navegação.
Por uma semana de trabalho, o técnico cobrou US$ 700.
O engenheiro naval cobrou, por três dias de trabalho, US$ 900.
Já o especialista, por sua vez, cobrou US$ 10,000.00 pelo serviço.
Atônito com esta última conta, o diretor financeiro da empresa enviou um telegrama ao especialista, perguntando:"Como você chegou a esse valor de US$ 10 mil por cerca de 1 minuto de trabalho e uma única martelada ?".
O especialista, então, enviou as seguintes especificações, no cálculo dos seus honorários profissionais à empresa:
- Por dar uma martelada: US$ 1.
Por saber exatamente onde bater com o martelo? US$ 9,999.

                                                                                          (A.D.)

PS:. O que vale na pratica, não é dar a martelada, mas saber onde bater com o martelo. A martelada você pode até delegar para outro... 
Pense nisso. Quanto realmente vale um profissional que sabe exatamente onde bater com o martelo?


Bjuusss,
               Nallu Ferreira.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Espere o Barro Secar.

Espere o Barro Secar.

Certa vez uma menina ganhou um brinquedo no dia do seu aniversário.
Na manhã seguinte, uma amiguinha foi até sua casa para fazer-lhe companhia e brincar. Mas a menina não podia ficar com a amiguinha, pois tinha que sair com sua mãe.
A amiga pediu que a menina a deixasse ficar brincando com seu brinquedo novo até que ela voltasse. Ela não gostou muito da ideia, mas por insistência da mãe, acabou concordando.
Quando retornou para casa, a amiguinha já não estava lá e tinha deixado o brinquedo fora da caixa, todo espalhado e quebrado.
Ela ficou muito brava e queria ir até à casa da amiga para brigar no mesmo instante. Mas a mãe ponderou:
- Você se lembra daquela vez que um carro jogou lama no seu sapato? Ao chegar em casa você queria limpar imediatamente aquela sujeira, mas sua avó não deixou. Ela falou que você deveria deixar primeiro o barro secar. Depois, ficaria mais fácil limpar... 
E proceguiu dizendo:
- Com a raiva é a mesma coisa. Deixe a raiva secar primeiro, depois ficará bem mais fácil resolver tudo.
Mais tarde, a campainha tocou: era a  amiga trazendo um brinquedo novo... Disse que não tinha sido culpa dela, e sim de um menino invejoso que, por maldade, havia quebrado o brinquedo quando ela brincava com ele no jardim.
E a menina respondeu:
- Não faz mal, minha raiva já secou!

                                                                      (A.D.)

PS:. Discussões no dia a dia, nos relacionamentos e no trabalho podem levar as pessoas a ter sentimentos de raiva. Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para somente depois limpá-lo. Assim você não corre o risco de cometer injustiças.


Bjuusss,
               Nallu Ferreira.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Formiga Desmotivada.







A Formiga Desmotivada.

Todos os, dias uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Ela costumava chegar antes de todos e ir embora depois. A formiga era muito produtiva e feliz, sempre cantarolava durante o dia, e as vezes ficava até noitinha colocando as coisas no lugar.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga, aliás, bater o cartão seria ótimo para ter certeza que ela estava trabalhando.
 Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas e ter por nota o que a formiga fazia o dia inteiro que precisava ficar até de noite no trabalho.
 O gerente marimbondo ficou encantado com os relatórios da supervisora barata, eram coloridos e cheios de palavras difíceis e cultas. A barata é uma ótima supervisora e ganhou bônus salarial e palmas pelo seu excelente trabalho. 
A barata, então, contratou uma mosca para buscar o seu café, pois ela tinha que elaborar relatórios agora com glitter para o gerente marimbondo se encantar e subir seu salário mais uma vez.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis, reuniões e cobranças intermináveis, eram tantas assinaturas que ela perdia muito tempo com aquelas coisas e não conseguia fazer o seu trabalho.
O gerente marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e ventiladores e também comprar uma cadeira especial ergonômica por conta que ela precisava de um local adequado para trabalhar.
A gestora cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o gerente marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu 3 meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, que concluía: Há muita gente nesta empresa!
E adivinha quem o gerente marimbondo mandou demitir?
 A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida, e já não trabalhava como antes!

                                                                   (A.D.)

PS:.De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir se da honra e a ter vergonha de ser honesto e franco... Certas virtudes de caráter não cabem serem usadas com quem não as valoriza e muito menos enxerga... O melhor a fazer e observá-los unindo-se aos abutres....


Bjuusss,
              Nallu Ferreira.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Folha Amassada.






A Folha Amassada 

Quando criança, por causa do meu caráter impulsivo, reagia à menor provocação.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes, sentia-me envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:
- Amasse-a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.
Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas. 
O professor me disse então:
- O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro-me daquele papel amassado.

                                                                                                  (A.D.)


PS:. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, e por muitas vezes pode ser tarde demais...
Então, fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio. Mas não deixe de falar, por medo da reação do outro. 
Acredite! Em especial, em seus sentimentos!


Bjuusss,
               Nallu Ferreira.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017






"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.

                                                                                                (M.Q.)

PS:. Não perca tempo buscando o que está dentro de você, olhe bem fundo supere o medo de se descobrir e assumir e então, bem vindo a vida e seja feliz!!!

Beijuusss,
                 Nallu Ferreira.