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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Momentos de Reflexão: O Arroz de Palma.


Família é prato difícil de prepara. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida ( azeitona verde no palito ) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa, eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona, e a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar, tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas, uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível, tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é "à Moda da Casa". E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces, outras meio amargas. Outras apimentadíssimas, há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Diet, que você suporta só para manter à linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem de experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

                                                                                       ( F.A.)




PS:. "O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem, nada mais que coragem!!!!..."


Bjuusss,
                Nallú Ferreira.




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Mensagens de Reflexão: O Vagalume e a Cobra.


O Vagalume e a Cobra.

Era uma vez uma cobra que perseguia um vagalume, que nada mais fazia do que simplesmente brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada.
No quarto dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra:
- Posso fazer-lhe três perguntas?
- Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar, pode perguntar.
- Pertenço à sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então, porque você quer me comer?
E a cobra respondeu:
- Porque eu não suporto ver você brilhar...

                                                                  (A.D)

PS:. E assim é ao longo de nossas vidas, incomodamos algumas pessoas durante a nossa caminhada pelo simples fato de sermos nós mesmos... Por isso, preste muita atenção nas pessoas ao seu redor e saiba selecionar em quem confiar nessa trajetória, pois nem sempre se declaram inimigos confessos como a cobra.


Bjuusss,
                Nallú Ferreira.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Momento de Reflexão: Carta Para Você.

Carta Para Você.

Eu realmente gosto dele, porque às vezes eu tento fechar os olhos fazendo um teste comigo mesma, me imaginando sem tê-lo, abrindo mão daquele cara todo errado, mas que abre o sorriso que por mais cínico que pareça ser me faz sentir forte. É como se ele voltasse depois de ter desaparecido para o inferno e me dissesse - Confia em mim! Claro que eu sei o que estou sentindo, o que estou dizendo. Amar é tão humano, até quando você ama um cara como ele, que mata saudade com telefonema, que fala baixinho que nada vai te acontecer de mal quando ele estiver junto. E não acontece... Que te dá as mãos e te leva por caminhos que você nunca imaginou percorrer, mas se sente segura. Que faz voltar atrás quando a vontade é de jogar tudo para o alto, de esquecer, de querer botar um ponto final. Daí sinto seu abraço, e fico imaginando tudo, tudo de bom que você me dá. A vida não vai acabar, pelo menos agora, espero eu, nem o amor que eu sinto, pois há uma grande promessa nesse sentimento que é lutar até o fim para ter o amor que a gente sempre quis. Não há desgastes, e não tem de haver dedos apontados de julgamentos para o certo e o errado. Há uma régua que mede nossas atitudes, e o tamanho do amor e o quão ele é capaz de se estender, de suportar para atravessar possíveis fases sem desistir de tê-lo aqui como meu grande amor.


                                                                                                                    (B.R)


PS:. "... Porque a vida só se deu, para quem se dá com amor..."


Bjuusss,
               Nallú Ferreira.