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sexta-feira, 16 de março de 2012
Continuação.
- Ah, JP, lembrei de como nos conhecemos, o porque da nossa amizade ir fincando raiz e pensei como esse mundo é doido né, como o destino é surpreendente.
- Por que está falando isso?
- Porque jamais acreditei achar um amigo de verdade numa sala de bate papo e mais, que apesar de ele morar em outro Estado,viria à mim, única e exclusivamente para me conhecer. E desculpa o que vou falar, ainda mais com tantas diferenças entre nós.
- Diferenças? A única diferença que vejo, é que sou um homem e você uma mulher.
- Pára JP, você sabe do que estou falando, olha para você e olhe para mim, somos de mundos diferentes. Não temos nada em comum, pessoas do seu meio, não se tornam amigas dessa forma com pessoas do meu.
Na verdade, apesar de estar falando de amizade, não era a isso que Vitória se referia, e sim ao que já tinha consciência, mas recusava-se a admitir, passara a sentir por ele e essa consciência lhe fez doer o peito, e uma lágrima deslizou dos olhos que involuntariamente se inundaram com a fatídica descoberta de seu coração.
- O que foi Vitória, por que você está chorando? Olha só, estamos aqui diante um do outro exatamente para desmistificar isso. Entendo o que você quer dizer, mas de verdade, não acredito que seja por não se ter algo em comum e sim por, infelizmente, frequentarmos lugares diferente, termos oportunidades diferentes. Se esse fato da diferença de mundos fosse tão verdadeiro, nossa amizade não fluiria ao ponto de estarmos aqui. Nos entendemos de uma maneira tão natural ao ponto de conseguir me abrir e conversar com você, de uma forma muito mais fácil do que com muitos amigos, que como você mesma acabara de citar, fazem parte do meu meio ... do meu mundo. Pára e analisa, como pode pensar que não temos nada em comum? Será que se mais pessoas tivessem a oportunidade de conversar ou melhor, se permitissem essa oportunidade de conversar, se conhecer um pouco mais, assim como nós tivemos, esse mito de que pessoas que frequentam mundos opostos, não seria quebrado e cairia por terra. Podemos e temos tanto a aprender uns com os outros, até mesmo pelo fato de não termos o conhecimento que a frequente vivencia nos ensina.Não são os "mundos" de verdade que unem ou não as pessoas, o que nos une ou nos afasta de alguém é quilo o que somos como seres humanos. É o nosso modo de pensar e agir que nos difere e nos torna especiais ou não para alguém, e não o que temos ou quem somos financeiramente falando perante a sociedade. Sei que isso não é o que acontece na grande maioria das vezes, mas é o que realmente tem importância, quando falamos de sinceridade, amizade, querer crescer como ser humano.Pessoas que acham mais importante um status, uma conta bancária, uma definição especifica de classe social para querer se dizer amigo de alguém e estar por perto, essas pessoas verdadeiramente, não somam nada na vida de ninguém, a não ser fazer com que se tenha uma horrível sensação de que tudo o que você faz ou venha a fazer na sua vida, só é ou será aceito por você fazer parte desse grupo "seleto". Acho que você entende o que quero dizer com tudo isso, não é mesmo?
Continua.
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