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segunda-feira, 12 de março de 2012

Continuação.


- Já dentro do táxi, Vitória e JP conversam algumas coisas, ele conforme as ruas vão se afastando ou aproximando através da janela, lhe pede socorro para ter conhecimento de cada esquina e lugar percorrido e ela num enorme esforço para se concentrar no que lhe é questionado ou perguntado, vai lentamente lhe pondo a par de cada local.
Seus olhos teimam em perder-se na visão do rosto de JP, no seu sorriso, no som de sua voz ... A sensação que tem é a de estar num sonho, um sonho bom, onde seu coração lhe avisa que encontrou a felicidade ...!
- Vitória, Vitória! Tá dormindo acordada mulher?
De repente se vê num salto retornar de seus devaneios:
- Ah, o que foi, o que você me perguntou mesmo?
- kkkkkkkkkkkkkkkkk, já tem alguns minutos que não te pergunto nada, desisti, kkkkkkkkk. Estou tentando mesmo te trazer de volta à Terra, pois já chegamos e você precisa sair do táxi. Onde é que você estava hem, porque aqui comigo não era mesmo, pelo menos os seus pensamentos estavam muito, mais muito distante daqui?
- Ah, me desculpa JP, me distrai sem querer, me perdoa tá?
- Hummmm, pelo visto aconteceu algo de bom que ainda não sei, kkkkkkkkkkkkkkkk, e pela cara que você estava, é algo muito bom mesmo, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
- Deixa de ser bobo, não aconteceu nada, você nunca se distraiu nos pensamentos não é?
- Desse jeito, quando estava praticamente concentrado numa conversa com algum amigo, não mesmo! Pode me contar vai, aposto que se entendeu com seu ex e ainda não me disse nada. Olha não quero apanhar aqui não hem, vai que dou uma sorte e o cara passa e nos vê juntos, vai começar a pensar besteira sobre nós, kkkkkkkkkkkkkkkkk.
- Já falei que não aconteceu nada tá bom, só me distrai mesmo e para seu governo, nem estou mais pensando nele, se você não falasse dele agora, nem lembrava mais que ele existia!
- Caramba, tô brincando com você, não precisa falar comigo assim, desculpa tá?
- Pára de coisa JP, só te respondi, só estou tentando te explicar que não foi nada mesmo.
- Hummmm, sei, mas a cara que você fez e o tom das suas palavras, não demostraram isso não.
- Como assim, que cara que eu fiz e que tom de voz que usei?
- Ficou com a fisionomia muito séria e a voz totalmente ríspida.
- Ah, me desculpa, não foi essa a minha intensão mesmo, só queria realmente te explicar numa boa tá, desculpa mesmo se te passei estar assim, foi mal mesmo.
- Tudo bem, ok?
- Ok, o que menos quero hoje e nos dias que estivermos juntos é ser ríspida ou mal humorada com você. Quero sim, te conhecer melhor e rir muito contigo.
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, nossa, leu meus pensamentos? Esse também é o meu desejo Vi, posso te chamar assim né?
- Claro, você pode tudo, kkkkkkkkkkkkkk.
- Olha que isso é um perigo hem, me dizer que posso tudo, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
- Você entendeu tá, deixa de ser bobo. Só por isso vou concertar o que disse: você pode quase tudo, ok?
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, ok.
Ao término de suas palavras, JP puxa a cadeira para que Vitória se acomode na mesma e após vê-la acomodada, faz o mesmo. Chama o garçom e fazem seus pedidos, e logo recomeçam uma conversa, só que desta vez, não cada um diante de sua tela, mas sim frente a frente, podendo com isso, ao mesmo tempo que ouvir as palavras ditas, também observar a expressão um do outro a cada assunto mais sério ou não.


                                                      Continua. 

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