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quarta-feira, 14 de março de 2012

Continuação.


Vitória observa JP contando sobre a viagem até que com o caminhar das suas palavras percebe que não escuta mais o som de sua voz, seus olhos que continuam fixos no rosto dele diante de si a gesticular, sorrir, se desarmoniza de seus pensamentos que assim como o assunto em pauta, viajam ao mesmo tempo que sua imagem, que mesmo não sumindo nem sequer por um segundo, a leva a pensar, a questionar-se sobre o por que de tudo aquilo, questiona-se sobre o que estava acontecendo com ela, em que momento ela começou a sentir aquele total fascínio por ele, a quem sua boca chamava de amigo mas que seu coração começava a dar sinais visivelmente contrários. Sabia que jamais poderia cogitar qualquer coisa nesse sentido, ele, apesar de sempre ter sido muito atencioso e carinhoso, ao seu modo, sem precisar falar claramente, deixara bem claro todo o sentimento que sentia por aquela a quem já havia doado seu coração...
Volta a si quando, num tom um pouco mais alto, JP chama seu nome, tentando trazer de volta para si, não só a atenção de seus olhos, como também de seus pensamentos:
- Hoje você, pelo que percebo, está muito pensativa, acho que devo ter vindo te ver num mal momento, já que me parece tão dispersa e alheia a tudo o que tento falar com você. 
- Desculpa mais uma vez, e não pense dessa forma, é claro que devia sim ter vindo aqui, pode não parecer mais estou muito feliz com isso.
- Me desculpa falar, mas não é o que parece, por mais que tente te manter aqui, você insiste em ficar distante, sua matéria está diante de mim, mas só ela!
- É impressão sua, por mais que não pareça, estou completa aqui com você.
- Como? Já tem alguns minutos que estou falando sozinho, não sei o que está te afligindo, se é que há algo, mas se você quiser conversar a respeito, sou todo ouvidos, estou aqui para isso, se é que você se esqueceu que somos amigos, apesar de estarmos nos vendo pela primeira vez.
- Não, não esqueci meu amigo e quando digo que apesar de parecer distante e aqui pela metade, não estou pode acreditar, é que, como você mesmo sabe, eu sou uma romântica incorrigível e vendo você aqui diante de mim, os pensamentos teimaram em voltar no passado e aí você sabe né; a mente viaja...
- Como assim?
E nesse momento é claro que Vitória não lhe conta realmente tudo o que pensara e sentia, e pela primeira vez, após ter se tornado amiga de JP e por medo de perder a mesma, mente para ele:


                                                         Continua.

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