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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Continuação.



Ela, mesmo não querendo, mesmo tentando inutilmente parar de pensar em JP, não consegue. Pelo contrário, consegue sentir a ansiedade, a angustia, a enorme sensação de medo que se misturam dentro de si e atordoam todo o seu ser. Não consegue entender o motivo de estar sentindo tudo isso. Vira-se e observa o relógio que está sobre a estante e numa angustia que a devora toma conhecimento das horas que os ponteiros cruelmente anunciam, corre como se ele estivesse ali, já a lhe chamar do outro lado da tela, e senta-se diante do seu computador. Nada ... nem sinal de JP. Janelas sobem e descem e ele? ... Ele simplesmente em off. Olha novamente para as horas, só que dessa vez, para aquela que aparece no canto abaixo da tela do seu monitor ... fecha os olhos por alguns segundos e como se seus pensamentos tivessem a força, o poder de fazer com que sua janela surgisse à sua frente, chama-o silenciosamente, seus olhos se abrem e nada ... seus olhos vão ao encontro do celular que está repousado num canto da mesa do seu pc, de modo que possa pega-lo rapidamente, a qualquer demostração de "vida". Novamente fecha os olhos e num ímpeto de desespero, implora à Deus, dentro do silêncio de seus pensamentos que ele dê algum sinal. Os segundos se passam e ela na mesma posição ... na mesma esperança e nada ... nada de sinal ... nada de JP. Seus olhos se abrem e numa harmonia perfeita porém triste, no mesmo momento que seus olhos se abrem, as lágrimas lentamente deslizam numa tentativa de não inundarem os seus olhos  com tanta dor e continuam a deslizar, e nesse mesmo instante ela percebe que elas demostram com esse ato a dor da saudade, saudade do tão novo amigo, mas extrema e estranhamente muito querido.
Novamente procura o saber das horas e percebe que ela já encontra-se bem elevada, assim como percebe também o piscar de algumas janelas, que por não ter havido resposta, já encontram-se novamente em off. E quando ela já se vê vencida pela pela frustração da espera e começa a demostrar que sairia, eis que vê ele surgir e mais que rapidamente lhe saudar com um alegre " oi, que bom que te peguei on". Vitória mais que rapidamente lhe responde?:
- Sim, apesar que já estava saindo, pois achei que você não entraria mais!
- Ah desculpa, entrei mesmo só para te avisar do horário de amanhã, eu até ia te ligar mas  pelo elevar das horas, achei melhor primeiro, me certificar que você estaria acordada.
- Ah JP, podia ter ligado, não durmo cedo mesmo e você sabe disso, pois já te falei!
- É, mas mesmo assim é melhor ter certeza. Bom, mas já que estou aqui e você também, anota aí o horário e o numero do voo que chego, tá? Isso se ainda quiser me conhecer, né, você não desistiu não, não é mesmo?
- Claro que não desisti, pode me enviar!
E nessa hora, ela lhe vê chegar o que confirmaria tudo o que mais ansiava no momento, a confirmação que ele estaria amanhã diante de seus olhos, kkkkkk. Após anotar tudo lhe avisa:
- Amanhã quando você chegar, estarei lá te esperando!!!
- Esta bem! Bom, vou sair tá? Dormir para descansar para a viagem de amanhã.
- Sim, eu também vou. Boa noite e tenha bons sonhos ... beijosss !!!
- Boa noite e você também, beijão!
E as janelas se fecham. Quando ela ameaça se levantar, o celular toca e ela lhe vê chegar aos ouvidos o som da voz de JP:
- Boa noite, dorme bem gostoso e descansa para amanhã!
- Você também seu bobo! Beijos JP e até amanhã.
- Beijão e até amanhã.
E ele desliga ... e ela viaja ...


                                                   Continua.

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