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domingo, 2 de junho de 2013
Momento de Reflexão ( Amor Em Uma Lata de Leite ).
Amor Em Uma Lata de Leite.
Dois irmãozinhos maltrapilhos , provenientes de uma favela - um deles de cinco anos e o outro de dez - iam pedindo um pouco de comida pelas casas de umas das ruas e São Paulo .
Estavam famintos : "Vai trabalhar e não amole ", ouvia-se detrás da porta , "aqui não tem nada neguinho ...", dizia outro ... As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças ...
Por fim , uma senhora muito atenta disse-lhes :
- Vou ver se tenho alguma coisa para vocês ... garotinhos ! E voltou com uma latinha de leite .
Que festa ! Ambos se sentaram na calçada . O menorzinho disse para o de dez anos :
- Você é mais velho , tome primeiro ... e olhava para ele com seus dentes brancos , a boca semi-aberta , mexendo a ponta da língua .
Eu , parado como um tolo , contemplava a cena ... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino ...!
Leva a lata à boca e , fazendo gesto de beber , aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite . Depois , estendendo a lata , diz ao irmão :
- Agora é sua vez ! Só um pouco . E o irmãozinho , dando um grande gole exclama :
- Como está gostoso !
Agora eu , diz o mais velho . E levando a latinha , já meio vazia , à boca , não bebe nada .
"Agora você", "agora eu", "agora você", "agora eu ..." E , depois de três , quatro , cinco ou seis goles , o menorzinho , de cabelo encaracolado , barrigudinho , com a camisa de fora , esgota o leite todo ... ele sozinho .
Esse "agora você", "agora eu" encheram-me os olhos de lágrimas ...
E então , aconteceu algo que me pareceu extraordinário . O mais velho começou a cantar , a dançar , a jogar futebol com a lata de leite .
Estava radiante , o estômago vazio , mas o coração transbordante de alegria . Pulava , com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário , ou melhor , com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias , sem dar-lhes maior importância .
Obs.: "Nada é pequeno no amor . Aqueles que esperam por grandes ocasiões para demonstrar a sua ternura ao próximo não sabem amar".
(A.D.)
Fundação Para a Infância e Adolescência.
Tel.: (021) 2286-8337
Mães da Sé.
Tel.: (011) 3337-3331
Beijuusss,
Nallu Ferreira.
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