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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Momento de Reflexão ( O Exemplo do Elefante ) .







O Exemplo do Elefante.

Quano eu era criança me encantavam os circos e do que eu mais gostava eram os animais .
Tanto a mim , como a outras pessoas - como fiquei sabeno mais tarde - chamava atenção o elefante . Durante o espetáculo , o enorme animal fazia demonstrações de peso , tamanho e força descomunais . Mas depois de sua atuação , e até um segundo antes de entrar em cena , o elefante permanece preso , , quieto , contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo . Sem dúvida alguma a estaca era só um pedaço de madeira , apenas enterrado alguns centímetros na terra . E , ainda que a corrente fosse grossa e poderosa , me parecia óbvio que esse animal , capaz de arrancar uma árvore com sua própria força , poderia , com facilidade , arrancar a estaca e fugir . 
O "mistério" era evidente !
O que o mantinha , então ? Por que não fugia ?
Todavia , eu confiava na sabedoria dos adultos . Perguntei então a um professor , um parente próximo , e um tio distante , sobre o "mistério" do elefante .
Algum deles me explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado . Fiz então a pergunta óbvia :
- Se está amestrado , por que o prendem ?
Não recordo de haver recebido uma resposta coerente!
Com o tempo , esqueci do "mistério" do elefante e da estaca ...
Há alguns anos descobri que , por sorte minha , alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta . O elefante do circo não escapa porque tem permanecido atado à estaca desde muito , muito pequeno .
Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido sujeito à estaca . Tenho certeza que , naquele momento , ele puxou , forçou , tratando de soltar-se . E , apesar de todo o esforço , não o pôde fazer . A estaca era certamente muito forte para ele . 
Juraria que dormiu esgotado , e que no dia seguinte voltou a tentar , e também no outro que se seguia . Até que um dia , um terrível dia para sua história , o animal aceitou sua impotência e se resignou a seu destino .
O elefante enorme e poderoso que vemos no circo não escapa porque crê , realmente , o pobre , que não pode . Ele tem o registro e a recordação de sua impotência , daquela impotência que sentiu pouco depois de nascer . E o pior é que jamais voltou a questionar seriamente esse registro . Jamais voltou a colocar à prova sua força outra vez . 
Muitas vezes somos como os elefantes . Vivemos crendo que muitas coisa "não podemos". Simplesmente porque , alguma vez , quando éramos crianças , tentamos e não conseguimos . Fazemos , então , como o elefante : gravamos em nossa memória : "Não posso . Não posso e nunca poderei" !
Crescemos carregando essa mensagem que impusemos a nós mesmos e nunca mais voltamos a tentar . Quando muito , de vez em quando sentimos as correntes , fazemos soar o seu ruído , ou olhamos com o canto dos olhos a estaca e confirmamos o estigma : "Não posso e nunca poderei"! , sendo que a única maneira de tentarmos de novo é colocando muita coragem em nossa cabeça e em nosso coração !

Obs.: "O homem livre é senhor da sua vontade e somente escravo de sua consciência".




Fundação Para a Infância e Adolescência.
Tel.: (021) 2286-8337
Mães da Sé.
Tel.: (011) 3337-3331

Beijuusss,
                Nallu Ferreira.  
  

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